quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Everyone of us is all we need.

Sempre fui uma pessoa meio apegada ao passado. Eu sei, os livros de auto-ajuda devem estar revoltados nas prateleiras nesse momento. Mas sou assim mesmo, preciso confessar.
Ultimamente mais ainda, andava sentindo muita falta e saudade da vida que deixei para trás, dos amigos de sempre, da família.
Vir ao Brasil é como reviver um pouquinho dessa vida passada, e mais ainda, lembrar que ela não ficou pra trás, ainda existe, talvez um pouco diferente, mas ainda é presente.
Uma coisa gostosa, essa sensação de passado no presente, de passado que não passou e que vale a pena não deixar passar. Essa sensação de presente completo, pois morando lá longe me parece que sempre falta alguma coisa.

A frase da viagem, as cheesy as it is, fica guardada, cantada bem alto, envolta em abraços queridos: everyone of us, has all we need. Me atrevo ainda, a trocar o has por um is.
Amo cada um de vocês, tanto que nem sei.

terça-feira, 13 de julho de 2010

mantra


Chaplin. Resnais. Wilder. Kubrick. Bergman. 
Polanski. Kurosawa. Hitchcock. Godard.

Auteurismo. Linguística. Genre. Stars.

Foucault. Adorno. Bordieu. MacDonald. Bazin. 
Nichols. Rivette. Wright. Neale. Tudor. Cook. 


Dor de cabeça. Neosaldina. Fotossíntese.


Godard. Hitchcock. Kurosawa. Polanski.
...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

(drawing by June, a talented friend of a friend)

Outro dia (faz tempo) vi uma matéria sobre Jupiter. "Astrônomo captou impacto de um objeto errante no planeta". Fiquei imaginando o moço lá, olhando o planeta toda noite, a noite toda, naquele sótão com teto de vidro e vários telescópios incríveis, gravando tudo com aquela mini camera dentro do telescópio incrível, fazendo calculos malucos envolvendo física e aquele tal do ano-luz, e sonhando com o momento em que algum objeto errante fosse bater por ali.


Fiquei pensando se esse astrônomo da minha cabecinha não é exatamente uma mera metáfora daquele nosso lado (humano) passivo. Aquele que espera que a segunda feira chegue, que espera que algo externo a ele mesmo venha e mude tudo. 


Mas que na verdade não tem a mínina idéia de como reagirá quando (e se) tudo mudar. 




ps: eu sei que a vida do astrônomo real não deve ter nada a ver com o meu imaginário. 

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre ela e eu


Eu e minha irmã, a gente é assim, grudadinha, mesmo com o oceano Atlântico e quase um continente inteiro entre nós. Um amor assim, transcedental, de quem nasceu do mesmo ventre, viveu criança embaixo do mesmo teto, aprendeu o significado da palavra cumplicidade e virou mulher junta. Trocou olhares, risos, tapas, lágrimas, silêncios, brincadeiras e brinquedos. Dividiu segredos mil, dormiu junto na cama da outra, trocou de cama e de quarto. Acordou a outra de madrugada pra conversar, chorar, ou simplesmente ajudar o mundo a parar de rodar tão descontroladamente.
A vida decidiu nos separar fisicamente, mas foi gentil em fazer isso aos poucos. Primeiro veio São Paulo, onde ela nasceu, mas eu fui explorar por ela. Antes mesmo de eu saber que a minha vida ia mudar completamente, ela mudou a dela. Foi embora conquistar a Europa, virou mestre, quer ser doutora, vai ser mãe. E eu vou ser tia.

Hoje ele(a) tem 2 milímetros. O coraçãozinho bate e através do olhar da minha irmã eu consigo ouví-lo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Folhas de chá

San Francisco tem restaurantes incríveis, com culinárias de praticamente todo canto do planeta.
Tenho vários preferidos, uma lista. Um que a gente adora mas vai bem pouco é o Burma Superstar.
O restaurante fica na Clement St, uma rua bem legal, porém um pouco "longinha" de casa. Mas a gente vai pouco mesmo é porque está sempre lotado. Eles não fazem reserva, e o melhor esquema é ir no almo-janta, tipo 5:30/6:00 quando a casa abre. Ou então ir já sabendo que vai esperar. O legal é que você dá seu nome e telefone e vai tomar uma cervejinha por alí. Eles te ligam quando sua mesa fica pronta. É bem simples e pequenino, os preços são ótimos, e a comida, tradicional birmanesa, é uma loucura.















A Tea leaf salad, salada de folhas de chá, é simplesmente algo fora do normal.  Eles realmente trazem um tal chá secreto da Birmânia que tem um gosto só dele. Na minha opinião, é o qua há de melhor! Fico até nervosa só de pensar...

   
Burmese cooler: Cerveja com limão e gengibre. Bem levinha e refrescante :-)
 
Burmese Samusas: bolinhos de batata com curry spices. Pra ser sincera acho as samusas de um paquistanês (da lista dos preferidos) melhores, mas estas continuam sendo deliciosas.
 
Nan Pia Dok: pra comer gritando, com frango e um curry de côco.


 
Pumpkin Shrimp: dizem que é muito bom. Eu, tenho alergia! 

Na verdade, tudo lá é muito bom, e vegetariano também pode fazer a festa. Acho que vale bem a pena o perrengue da espera.