Deixo aqui a vista privilegiadíssima do morro Dona Marta...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Minha loucura ainda está longe de acabar. E no meio de tudo já teve mudança temporária pro Rio de Janeiro, Natal em BH e reveillon na Bahia. E passei a preencher 2010 nos cronogramas, planos, e mails.
Agora estou aqui, naquele esquema carioca "já sai suando do banho", que foi uma delícia nos primeiros dias, depois cansou.
Passei pra deixar um sinal de fumaça, se é que ainda resta alguém por aí.
ps: foto da lua cheia, última de 2009 que me encheu os olhos de lágrimas.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
C R A S H
Vazio. Isso que senti na terça-feira.
Olhava para aquela máquina cinza, quadradinha, e só conseguia pensar: como pode?
Como pode esse quadradinho carregar tudo o que fiz até hoje no meu mestrado, todos os meus roteiros, filmes, papers e mais papers? Trabalhos sem fim feitos em quase dois anos de muita ralação. E olhava bem pra essa maquininha e não conseguia entender como ela pôde assim, sem nenhuma explicação, parar de me responder.
Dead. Crashed.
Do nada, da noite pro dia. Meus deadlines me sufocando, e nada. Tudo que restavam eram alguns filminhos em baixíssima qualidade no cyberspace. Nem uma linha mais. Des-portifolio.
O vazio queria virar uma raiva que queria virar pânico. Mas a vontade de jogar aquela maquininha pela janela (através do vidro pra fazer bastante barulho e estrago) foi apartada por um abraço de corpo inteiro, e uma sensatez que jamais poderia vir de um ser tão pisciano. Prático e carinhoso. Ufa.
Existe uma luz no fim do túnel, e quase nada é irremediável. Ainda bem que sou toda escancarada e fico mandando tudo que faço pra todo mundo ver. Ainda bem que exite o tal cyber mundo, onde coisas ficam guardadas em HDs imortais (será?).
Agora não sinto nada. Não vai dar tempo pra sentir.
Tenho que fazer, fazer, refazer muitas coisas. Vou viajar em 2 semanas.
Acho que também não vai dar tempo de escrever aqui. Volto logo, quando acabar o furacão.
domingo, 18 de outubro de 2009
A arte de pedir um café
Inspirada pela Renatinha e sua análise da relação dos noruegueses com o cafezinho, resolvi escrever sobre a relação dos americanos com a tal bebida.
Começo, antes que alguém grite daí, dizendo que americano não sabe beber café. Simplesmente porque o café em sí não é o que importa na bebida. E sim o quentinho do copo enorme e lacrado, o costume de carregar seu copo de café prá cima e pra baixo, e lá, por último, alguma cafeína. Sem querer generalizar, mas na maioria dos casos, o café em sí é completamente secundário. Existem milhares de variações e incrementadas bebidas derivadas de café, e é isso que o americano consome. Morro de pena dos turistas (e de mim, no começo), quando tentam pedir um café no Starbucks. É praticamente impossível. Depois de um ano aqui é que fui aprender a pedir o meu favorito "Can I have a Tall Non-fat Latte Double shot less foam, please?". Cansada de esperar na fila e ver as pessoas pedirem um "grande mocha 1/3 less fat no whipped", or a "tall mocha frapuccino extra caramel 1/2 whipped"; chegava minha hora e eu só conseguia dizer "small coffee, please". Só para depois entender que small não é pequeno, pequeno é Tall. Médio é Venti. Grande é Grande (ufa!).
Literalmente é preciso uma visita ao website par entender o que se está pedindo num Starbucks.
O cafezinho mais normal e acessível financeiramente, é o Caffè, um chá-fé literalmente. Ao qual você adiciona cream, half and half, açúcar, canela, caramelo. Pode já vir com leite, formando um Café au lait. Esses custam menos de 2 doláres normalmente, e vem um copão de aguinha com aroma de café. Passei muito tempo tomando este só pra simplificar. "No room for cream, please".
Se você tiver um refinamento linguístico e um pouco mais de dinheiro, pode se aventurar nos Espressos, que são os mais gostosos. Mas se vc quiser um espressinho, daqueles do Brasil, tende logo um "Double shot with 1/3 more water", e use seu poder de abstração ao beber. Um shot de espresso aqui é como se fosse um bem curtinho, mais curto que o carioca. Cada shot custa uns 2 e pouco. E o pó do café não é nada incrível. Ainda bem que trago meu café do Brasil na mala.
Eu gosto do Latte. Feito com shot de espresso, que eu peço o médio no copo do pequeno, pois daí são dois shots e menos leite, fica mais escurinho, peço pouca espuma, leite non-fat. Parece simples. Mas os funcionários do starbucks são tão eficientes e apressados, que você precisa ter tudo na ponta da língua, senão eles te atropelam completamente.
Logo mais eu conto como é pedir um drink num bar, afe!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
State of Grace

As últimas semanas foram malucas. "Grace" veio daquele jeitinho manso e me tomou por inteiro.
Me considero uma mulher de sorte. De sorte por ser escolhida para dirigir um projeto tão importante. De sorte por estar cercada por artistas tão talentosos, e tão sérios. De sorte por ter amigos tão bons que ajudam em tanto. De sorte por ter minha família e meu marido pra me abraçar e me dar colo. De sorte por conseguir chorar quando preciso.
Foi lindo. Foi forte e intenso, mas muito bonito de participar.
Espero que o filme fique bom, espero que fique incrível. Mesmo.
ps: mais fotos no flickr da Karen (DP)
http://www.flickr.com/photos/karenabad/sets/72157622457535931/
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