quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

guarapari

Fiquei dez anos sem ir a Guarapari. 
Há alguns meses fui. Mas fui por inteiro, com a família (quase) toda.
Hoje, sua lembrança me enche de saudade.


A praia do morro tem um morro inteiro cheio de histórias. Histórias sem fim de netos que passavam 2 meses por ano pulando nas costas do avô e seu bonezinho branco, pedindo picolé pra avó, pegando carona no wind surf do avô e cantando a música da barata, acompanhando a avó em suas caminhadas, enquanto ela parava de cinco em cinco minutos para conversar com as comadres. O mar de Guarapari é o maior que existe, só nele cabiam tantas crianças geladas, de lábios roxos e pele enrrugada.


A casa dos meus avós tem o cheiro da infância e das damas da noite.  
Tem gosto de pão na chapa, cocada, picolé, milho no sabugo, mexido, pedialite e água do mar. 
Tem sons de vento no coqueiro, de criança correndo, da bola de pebolim batento no gol, de teatrinho noturno. 
Tem textura de prancha de wind surf, de borracha de boião, de lama na rua, de carta de baralho, gamão e mancala, de pé de goiaba e gramado infinito.

É sinônimo de amor sem fim, de paz e ao mesmo tempo de segurança: tem vista pro mar, e é vista do mar.  
 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


Ainda que às vezes prefira ir, ela achou gostoso voltar pra casa.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Feliz 2011!



Eu, particularmente, não estava nada pronta pro ano acabar. De novo. Não sei se o mundo tá andando depressa ou se eu ando meio devagar. Mas não tem jeito mesmo e o ano acabou e outro começou. Acho super tudo bem não fazer balanço e resoluções, parei com isso faz tempo.

Na minha opinião o bom mesmo de ano novo é escolher uma noite no ano e comemorar muito. Gritar em público sem vergonha. Abraçar as pessoas e desejar coisas boas. E fazer isso coletivamente, tomando champanhe.

Desejo isso mesmo pra vocês no novo ano: gritos de alegria bem altos e abraços bem apertados.

sábado, 11 de dezembro de 2010

3 anos, em 1000 fotos, em 2 minutos

No final de Novembro de 2007 a gente desceu do avião com olhos curiosos, 4 malas e um monte de expectativas. Um começo de vida a dois, um novo país, uma cidade completamanete desconhecida.
Acho muito legal poder olhar para trás e ver como cada esquina se tornou familiar, como hoje temos lojas e resturantes prediletos, uma praça preferida (pra cada um), uma vida a dois com seu próprio ritmo, uma casa com a nossa cara, ainda que sempre temporária, e mais alguns amigos queridos que queremos guardar para toda a vida.

Delícia.



My Pummelvision from Vimeo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Em 28.06.09, voltando da balada.



E, de repente, era Carnaval.
Definitivamente não por causa das marchinhas, que foram substituídas por um "tunti-tunti" de quinta.
Definitivamente não porque todo mundo foi às ruas fantasiado (ou despido) do que quizesse, porque aqui em San Francisco, fashion, fantasia e nudez moram praticamente no mesmo patamar.

Mas era Carnaval, assim, no ar. Aquela sensação de alegria, de extravazar, de todo mundo bem de bem com a vida. Aquele tempo onde tudo pode: porque é Carnaval. Ou no caso deste dia, porque era fim de semana de Pride.

Foi-se o tempo que Pride era pra homossexuais. A festa no bairro do Castro é pra todo mundo. Gostoso de ver. Cheio daqueles americanos pseudo-liberais, membros de uma sociedade que se ocupa tanto em pregar sua 'incrível liberdade de expressão', que acaba esquecendo de olhar pra dentro e ver o quão repressores e reprimidos são (muitos de) seus integrantes. Todos eles lá, bem "pinks".