terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mini-mobility
Depois de 3 anos abusando do transporte público, e adorando não ter carro, demos o braço a torcer.
San Francisco é rodeada por lugares incríveis, e chegamos à conclusão que estávamos aproveitando pouco. Dentro da cidade, no dia a dia, continua sendo mais fácil se movimentar de ônibus, metrô, cable car, trem, já que estacionamento em SF é uma tragédia. Mas... a idéia de poder acordar e decidir passar o dia em Napa, ou em Mont Tamalpais, não ter preguiça de sair pra jantar num bairro distante, essa coisa de fazer o que der na telha falou mais alto.
Ainda estou meio desnorteada com a tal mobilidade do carrinho: hoje fiquei impressionada com a quantidade de coisas que consegui resolver em uma manhã e comprei o supermercado inteiro porque não precisava carregar morro acima. Também ainda estou achando confuso dirigir por aqui: os caminhos ainda são obscuros (as ruas tem mão única, acredita?), os pedestres e as bicicletas tem preferência, tem stop sign em cada esquina, pode virar à direita no farol vermelho, etc.
Fora essas pequenas barbeiragens de recém motorizada, estou completamente in love com o mini fofolito (e seu moon roof). Lindo. Eba!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
It's a wrap!
Estou voltando à vida social. Vou voltando aos poucos, bem mineirinha...
Uma amiga uma vez me disse que nunca me viu trabalhar sem sofrimento. Ela tem toda razão. Meu trabalho tem sempre um nível (alto) de sofrimento, stress, intensidade.
A pressão é tão grande e maluca, que o fim de um longa sempre me deixa meio desestruturada. Como se tivessem mexido nos cálculos da gravidade. Sempre preciso de uns dias para despressurizar, entender onde estou e aprender a vida de novo.
Uma amiga uma vez me disse que nunca me viu trabalhar sem sofrimento. Ela tem toda razão. Meu trabalho tem sempre um nível (alto) de sofrimento, stress, intensidade.
A pressão é tão grande e maluca, que o fim de um longa sempre me deixa meio desestruturada. Como se tivessem mexido nos cálculos da gravidade. Sempre preciso de uns dias para despressurizar, entender onde estou e aprender a vida de novo.
ps: o plano de filmagem vingou, lindamente, por mais que todos (inclusive eu) às vezes duvidassem. Ufa!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Não pode...
...trabalhar com cinema e querer ter blog.
Volto já. 16 de Novembro, se esse plano de filmagem vingar.
Fingers crossed!
Volto já. 16 de Novembro, se esse plano de filmagem vingar.
Fingers crossed!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Welcome to America
Minha mãe estava achando um absurdo eu viajar com a mala sem cadeado, e fez questão de comprar ela mesma um cadeado novinho no aeroporto de Vitória.
O pobre cadeado teve vida curtíssima. Minha malinha desceu na esteira de San Francisco aberta, toda revirada, sem o cadeado, que deve ter sido todo martelado pela fofura do TSA (Transportation Security Administration).
Como não é a primeira vez que isso me acontece, fui reclamar na companhia aérea. Perdi 15 minutos na fila, somente para para ouvir moça da Continental me dizer, que isso era normal e que o TSA tem o direito de abrir e mexer o quanto quiser.
Fico me perguntando porque, quando é no secutiry check point dos aeroportos, na frente de todo mudo, eles fazem a maior cerimônia e solicitam tão educadamente sua presença para abrir sua bolsa, ou porque existe aquela partezinha de checagem especial na alfandega, a famosa salinha. Pergunto porque todo esse teatro, se no momento em que você despacha seus pertences eles ficam totalmente vulneráveis, à disposição do governo americano, pra eles fazerem o que bem quiserem.
Quando questionei se isto não era uma invasão de privacidade (pois sei lá quem anda mexendo nas minhas calcinhas), ouvi a resposta pronta e mal humorada da funiconária: it's for your own safety.
Tá, eu até entendo os caras, mas pôxa vida... Sinto que todos somos culpados de tudo, até que se prove o contrário. Principalmente os imigrantes.
Estou on the road há 30 horas. Depois de dormir acalmo de novo.
O pobre cadeado teve vida curtíssima. Minha malinha desceu na esteira de San Francisco aberta, toda revirada, sem o cadeado, que deve ter sido todo martelado pela fofura do TSA (Transportation Security Administration).
Como não é a primeira vez que isso me acontece, fui reclamar na companhia aérea. Perdi 15 minutos na fila, somente para para ouvir moça da Continental me dizer, que isso era normal e que o TSA tem o direito de abrir e mexer o quanto quiser.
Fico me perguntando porque, quando é no secutiry check point dos aeroportos, na frente de todo mudo, eles fazem a maior cerimônia e solicitam tão educadamente sua presença para abrir sua bolsa, ou porque existe aquela partezinha de checagem especial na alfandega, a famosa salinha. Pergunto porque todo esse teatro, se no momento em que você despacha seus pertences eles ficam totalmente vulneráveis, à disposição do governo americano, pra eles fazerem o que bem quiserem.
Quando questionei se isto não era uma invasão de privacidade (pois sei lá quem anda mexendo nas minhas calcinhas), ouvi a resposta pronta e mal humorada da funiconária: it's for your own safety.
Tá, eu até entendo os caras, mas pôxa vida... Sinto que todos somos culpados de tudo, até que se prove o contrário. Principalmente os imigrantes.
Estou on the road há 30 horas. Depois de dormir acalmo de novo.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Everyone of us is all we need.
Sempre fui uma pessoa meio apegada ao passado. Eu sei, os livros de auto-ajuda devem estar revoltados nas prateleiras nesse momento. Mas sou assim mesmo, preciso confessar.
Ultimamente mais ainda, andava sentindo muita falta e saudade da vida que deixei para trás, dos amigos de sempre, da família.
Vir ao Brasil é como reviver um pouquinho dessa vida passada, e mais ainda, lembrar que ela não ficou pra trás, ainda existe, talvez um pouco diferente, mas ainda é presente.
Uma coisa gostosa, essa sensação de passado no presente, de passado que não passou e que vale a pena não deixar passar. Essa sensação de presente completo, pois morando lá longe me parece que sempre falta alguma coisa.
A frase da viagem, as cheesy as it is, fica guardada, cantada bem alto, envolta em abraços queridos: everyone of us, has all we need. Me atrevo ainda, a trocar o has por um is.
Amo cada um de vocês, tanto que nem sei.
Ultimamente mais ainda, andava sentindo muita falta e saudade da vida que deixei para trás, dos amigos de sempre, da família.
Vir ao Brasil é como reviver um pouquinho dessa vida passada, e mais ainda, lembrar que ela não ficou pra trás, ainda existe, talvez um pouco diferente, mas ainda é presente.
Uma coisa gostosa, essa sensação de passado no presente, de passado que não passou e que vale a pena não deixar passar. Essa sensação de presente completo, pois morando lá longe me parece que sempre falta alguma coisa.
A frase da viagem, as cheesy as it is, fica guardada, cantada bem alto, envolta em abraços queridos: everyone of us, has all we need. Me atrevo ainda, a trocar o has por um is.
Amo cada um de vocês, tanto que nem sei.
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