2011 começou cheio de trabalho, cheio de fase final de mestrado, cheio de emoções pessoais.
E eu, nessa pilha de energia, resolvi malhar um monte. Até que um dia, na academia, pulando corda, torci o pé. Eu sei, já passei bem da idade de pular corda. Aprendi.
O tornozelo virou uma bola de tênis escura, mas não quebrou, ainda bem. Agora já está bem melhor, mas vou ficar 2 semanas assim, andando torto.
Pra completar, segunda-feira, eu, meu saco de gelo e minha tala embarcamos pra Paris.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Sortuda :-)
Eu sou mesmo uma menina de sorte. Tenho amigos tão especiais que nem sei.
Quando eu tinha 6 anos, no primeiro dia de aula na sala nova no colégio Santo Tomás de Aquino, uma menina loirinha chegou perto de mim e perguntou: Você tem amiga? Respondi que não. Quer ser minha amiga? Aceitei na hora, sem imaginar nem de longe que era possível ter amigos para uma vida inteira. Ela é minha amiga desde então. Ou seja, a gente se tornou quem a gente é juntas. A gente colecionou adesivos de lojas e papel de cartas, trocou o namorado da Barbie por meninos de verdade, foi colega de sala, de escola, estudou em escolas e faculdades diferentes, fez intercâmbio, passou férias juntas e separadas, matou aula, aprendeu, descobriu o mundo. Com mais ou menos 13, 14 anos, a gente juntou mais 3 pecinhas essenciais à nossa amizade e então surgiram "as 5". As 5 são hoje pessoas muito diferentes entre si, como devem mesmo ser os adultos, moram em lugares diferentes (BH, SP, SF, México) e gostam de músicas e filmes diferentes, mas a amizade continua forte e o amor imenso como sempre. Sinto saudades de cada uma diariamente, mas sei que basta pensar bem forte que a mensagem chega onde tem que chegar.
Quando eu tinha 6 anos, no primeiro dia de aula na sala nova no colégio Santo Tomás de Aquino, uma menina loirinha chegou perto de mim e perguntou: Você tem amiga? Respondi que não. Quer ser minha amiga? Aceitei na hora, sem imaginar nem de longe que era possível ter amigos para uma vida inteira. Ela é minha amiga desde então. Ou seja, a gente se tornou quem a gente é juntas. A gente colecionou adesivos de lojas e papel de cartas, trocou o namorado da Barbie por meninos de verdade, foi colega de sala, de escola, estudou em escolas e faculdades diferentes, fez intercâmbio, passou férias juntas e separadas, matou aula, aprendeu, descobriu o mundo. Com mais ou menos 13, 14 anos, a gente juntou mais 3 pecinhas essenciais à nossa amizade e então surgiram "as 5". As 5 são hoje pessoas muito diferentes entre si, como devem mesmo ser os adultos, moram em lugares diferentes (BH, SP, SF, México) e gostam de músicas e filmes diferentes, mas a amizade continua forte e o amor imenso como sempre. Sinto saudades de cada uma diariamente, mas sei que basta pensar bem forte que a mensagem chega onde tem que chegar.
Depois de 10 anos morando em cidades diferentes, eu tive o privilégio de acompanhar tão de perto (literalmente vizinhos) a "lua de mel extendida" desse casal mais que especial. Mas tive a tristeza de ter que me despedir deles quando acabaram os 4 meses. Vai ser MUITO difícil me re-acostumar à distância. Até logo, meus queridos...
Sem palavras
Foram 2 semanas e 1/2 (foi a segunda temporada de filmagens) num longa chamado "Twixt Now and Sunrise". Filme de baixo orçamento e completamente experimental, um formato diferente, equipe super reduzida.
Morando em St Helena, Napa Valley, numa casinha linda entre as uvas, literalmente. A casinha e a maioria dos sets eram dentro da propriedade onde mora o diretor. O escritório da produção ficava na bibblioteca particular do diretor, linda, com todos os seus roteiros orginais do passado.
O diretor, um doce de pessoa, mas um super mestre: niguém mais ninguém menos que Francis Ford Coppola. E ele ama muito guaraná antartica e farofa.
Projeto lindo, emocionante e bom pra gente lembrar porque faz o que faz.
Morando em St Helena, Napa Valley, numa casinha linda entre as uvas, literalmente. A casinha e a maioria dos sets eram dentro da propriedade onde mora o diretor. O escritório da produção ficava na bibblioteca particular do diretor, linda, com todos os seus roteiros orginais do passado.
O diretor, um doce de pessoa, mas um super mestre: niguém mais ninguém menos que Francis Ford Coppola. E ele ama muito guaraná antartica e farofa.
Projeto lindo, emocionante e bom pra gente lembrar porque faz o que faz.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
guarapari
Fiquei dez anos sem ir a Guarapari.
Há alguns meses fui. Mas fui por inteiro, com a família (quase) toda.Hoje, sua lembrança me enche de saudade.
A praia do morro tem um morro inteiro cheio de histórias. Histórias sem fim de netos que passavam 2 meses por ano pulando nas costas do avô e seu bonezinho branco, pedindo picolé pra avó, pegando carona no wind surf do avô e cantando a música da barata, acompanhando a avó em suas caminhadas, enquanto ela parava de cinco em cinco minutos para conversar com as comadres. O mar de Guarapari é o maior que existe, só nele cabiam tantas crianças geladas, de lábios roxos e pele enrrugada.
A casa dos meus avós tem o cheiro da infância e das damas da noite.
Tem gosto de pão na chapa, cocada, picolé, milho no sabugo, mexido, pedialite e água do mar.
Tem sons de vento no coqueiro, de criança correndo, da bola de pebolim batento no gol, de teatrinho noturno.
Tem textura de prancha de wind surf, de borracha de boião, de lama na rua, de carta de baralho, gamão e mancala, de pé de goiaba e gramado infinito.
É sinônimo de amor sem fim, de paz e ao mesmo tempo de segurança: tem vista pro mar, e é vista do mar.
É sinônimo de amor sem fim, de paz e ao mesmo tempo de segurança: tem vista pro mar, e é vista do mar.
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