sexta-feira, 20 de novembro de 2009

C R A S H



Vazio. Isso que senti na terça-feira.

Olhava para aquela máquina cinza, quadradinha, e só conseguia pensar: como pode?
Como pode esse quadradinho carregar tudo o que fiz até hoje no meu mestrado, todos os meus roteiros, filmes, papers e mais papers? Trabalhos sem fim feitos em quase dois anos de muita ralação. E olhava bem pra essa maquininha e não conseguia entender como ela pôde assim, sem nenhuma explicação, parar de me responder.

Dead. Crashed.

Do nada, da noite pro dia. Meus deadlines me sufocando, e nada. Tudo que restavam eram alguns filminhos em baixíssima qualidade no cyberspace. Nem uma linha mais. Des-portifolio.

O vazio queria virar uma raiva que queria virar pânico. Mas a vontade de jogar aquela maquininha pela janela (através do vidro pra fazer bastante barulho e estrago) foi apartada por um abraço de corpo inteiro, e uma sensatez que jamais poderia vir de um ser tão pisciano. Prático e carinhoso. Ufa.

Existe uma luz no fim do túnel, e quase nada é irremediável. Ainda bem que sou toda escancarada e fico mandando tudo que faço pra todo mundo ver. Ainda bem que exite o tal cyber mundo, onde coisas ficam guardadas em HDs imortais (será?).

Agora não sinto nada. Não vai dar tempo pra sentir.
Tenho que fazer, fazer, refazer muitas coisas. Vou viajar em 2 semanas.
Acho que também não vai dar tempo de escrever aqui. Volto logo, quando acabar o furacão.