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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Master-sister

Orgulho da minha irmãzinha.
Ela é mestre. Ou melhor, elle a eu son master recherche, com biquinho e tudo. Linda!
Queria poder dar um abraço, em 3D.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

...

"...Com muito amor e saudades, como dizem por aqui, palavra muito bonita que parece incluir, num só, todos os sentimentos relativos aos amigos distantes."

Palavras de Elizabeth Bishop, escritas do Brasil para Robert Lowell em 1954, retransmitidas aqui para aquelas pessoas tão amadas e tão distantes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Desejinhos



Meu avô sempre disse que "doce de leite sem queijo é igual a abraço sem beijo".

Mas, vô, na falta absoluta do beijo, um abraço é bem melhor que nada né?
Pois é.

Guardei o abraço pra uma ocasião especial. Guardei com tanto afinco, que ele venceu. E estragou.

Mãe, põe outro abraço no correio prá mim, vai!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Leblon Tales


A Dona Judite deve ter uns 65 anos. O seu cabelo é curto e bem escovado, seus olhos cobertos por óculos escuros de aro marrom claro. Já a Dona Leonor, provavelmente da mesma idade, possui cabelos longos, talvez na altura do ombro, mas vivem presos no alto por uma "piranha". As duas pintam as madeixas de castanho, nem claro, nem escuro, talvez no mesmo salão, na esquina da Ataulfo com a Cupertino.

Dona Judite perdeu o marido há muito tempo. Foi com ele que ela se mudou para o Leblon, onde criou seu único filho. Mora até hoje no mesmo apartamento, numa travessinha arborizada da Rua General Urquiza, onde recebe os netinhos aos domingos para o lanche da tarde. Ela manteve o quarto do filho intacto, e este vez ou outra é ocupado pelas crianças em noites de sábado, quando sua nora tem dificuldades para encontrar uma folgista para a babá. Estes são os melhores finais de semana, pois no domingo de manhã logo cedo vão, avó e netos, para a praia. Ela senta-se perto do salva-vidas e, simpática, pede a ele que observe a menina loirinha de biquini verde e seu irmão no mar. Dona Judite não sabe nadar.

Dona Leonor criou seus filhos fora do Leblon, e só voltou a morar no bairro quando sua mãe faleceu. Cansada de pagar o aluguel altíssimo em Botafogo, empacotou a casa, o marido e a filha solteira, e foram todos para o barulhento apartamento da Ataulfo, em cima do salão de beleza. Ninguém se importou nada com a mudança, e todo final de semana ela recebia feliz a visita de seu fiho, que estacionava o Uno verde na garagem do prédio, e de lá caminhava até o posto 11 com a família. As visitas do filho só diminuíram dois anos atrás, quando, já viúva e aposentada, a professora decidiu alugar sua vaga de garagem para um vizinho. A filha de Dona Leonor mudou-se em 2002 para São Paulo, e aparece a cada dois meses, carregando sempre uma amiga e um sotaque forte que a mãe acha difícil compreender.
Foi nessa minha última viagem ao Rio que conheci as duas senhoras.
Para Dona Judite, que vestia uma calça verde clara bem leve, cinto marrom, e uma camisa de manga longa em seda estampada, pedi uma informação. Eu só queria o endereço da padaria mais próxima, enquanto Dona Judite queria conversar. Me contou que, a cinco blocos dali, passando a sapataria, tinha um mercado muito bom. Aquele, que não era o Pão de Açúcar, não se lembrava o nome, mas era sim, um mercado muito bom. "Como se chama mesmo? Passando a sapataria, alí, a esquerda. No fundo do mercado eles têm um setor de padaria. Tipo uma panificadora mesmo, ah, os pães são muito gostosos. Compre o de milho, minha filha. O pão de milho." Dona Judite foi tão solícita que acabou perdendo o sinal, que abriu e fechou. Acabei me sentindo mal e lhe fiz companhia por mais alguns minutos.
Dois dias depois, quase nesta mesma esquina, me sentei no banco de madeira para descansar. Segundos depois chegou a Dona Eleonor, também de cinto marrom, porém de bermuda, regata e sandália havaiana.  Sentou-se ao meu lado. Acendeu um cigarro e começou a conversar. Contou, assim sem que eu perguntasse, do sufoco na fila do Bradesco, dessa chatice de arrastão na praia no final de semana, do preço dos remédios na farmácia. Reclamou do calor e do inchaço nos pés. Falou da briga da Record com a Globo, da roubalheira que anda este mundo. Acabou seu cigarro, pediu licença, e disse que precisava ir embora, pois não queria perder a novela das seis. Não sei ao certo se na Globo ou na Record.
Logo depois me levantei, e fui comprar o meu remédio caro na farmácia. Até hoje não encontrei nem a sapataria, muito menos o pão de milho no supermercado incrível da Dona Judite. No caminho de casa, enquanto suava de calor, cruzei com mais umas 5 ou 6 senhoras, cada uma de um estilo. E me lembrei da minha infância, das férias na casa da minha avó na rua Rita Ludolf. E me lembrei dos tempos em que morei por aqui, já adulta. E senti uma saudade gostosa dessa cidade tão misturada.

domingo, 21 de junho de 2009

Melancolias


Ando assim, meio que meio a flor da pele, chorando a toa, ficando feliz e triste com o corpo.

Chorando porque não vai mais existir parishuffle, nem mesmo tanto pelo parishuffle em si, que é(ra) incrível, mas pelo medo de acabar distante desta pessoa tão querida, assim sem não mais saber o que acontece todo dia, sem não mais ter aquele pedacinho dela por aqui. Porque sei bem como as pessoas se perdem, e perco tantas todo dia.

Feliz por ter tido um dia ótimo, de céu azul, ter estudado bastante e ter comido hotpot de novo com esses dois presentinhos embrulhados com um lindo laço de bolinhas que San Francisco me deu (e ainda acompanhado de dois pedacinhos de vida deles, diretamente de Brasília).

E ter tomado quatro, cinco, seis, sete chopes com meu primo, essa pessoa assim que só ele, alegre, divertida, família - ai como é bom esse troço de família. E ter conhecido melhor essa mulher linda que ele escolheu pra ser a dele, e entender bem porque ele fez tão boa escolha.

Assim, a flor da pele mesmo. Achando tudo muito valioso.

Acho que esse "estado" é fruto de ter vivido um cheio muito grande, e de repente, muito rápido, um vazio de igual tamanho.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Au revoir

Preciso ainda de um dia para processar a volta. 

Preciso ainda de uns dois dias pra entender que passei somente duas semanas. Sério, o que são duas semanas? Quantas duas semanas na vida você acordou trabalhou dormiu assim, sem nem perceber? Quantas duas semanas na vida você viveu assim, inetensamente até o nível de exaustão máxima?

Preciso ainda de uma semana pra trancar a saudade de volta na sua gavetinha.  Foram pessoas muito queridas que revi, abracei, ri, chorei. Foram mesas de bar muito conversadas, e muito regadas a vinhos "nacionais" e comidas incríveis.

Preciso ainda de dez dias pra suprimir essa necessidade louca de agarrar o mundo que a Europa causa na gente. Foram assim as duas vezes que pisei por lá. A gente volta querendo conhecer, viajar, estudar, aprender, descontroladamente mesmo. 

Preciso ainda de umas duas semanas pra acalmar o coração. 


Paris. Ah Paris. É assim mesmo: apaixonante. Concordo que não há nada melhor que passear em Paris com os amigos. E fico muito feliz que, já que minha irmã querida escolheu um lugar bem longe pra morar, pelo menos foi lá. Pois assim, sou "obrigada", coitada de mim, a ir sempre. E me apaixonar toda vez.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Paris, São Paulo e um amigo


Acho que hoje a minha irmã se encontrou com um velho amigo meu, lá em Paris. O moço chamado Anonimato. Eu o conheci logo que me mudei para São Paulo, e ele é um dos responsáveis por eu ter me apaixonado tanto por aquela cidade. Esse trecho do e mail da minha irmã descreve bem essa louca sensação de anonimato, às vezes tão leve e livre, porém muitas vezes tão forte e dura.

"sai com amigas hoje.
e na volta me senti livre como um passaro 
simplesmente porque entrei no metro e cantei
cantei cantei cantei
meu velho canto desafinado
minha musica brasileira
cantei minha terra natal tao saudosa

eu sozinha e tao eu 
e tao certa de que Paris nao se importava comigo 
como eu nao me importava com o que Paris pensava de mim"


Provavelmente quem cresceu em uma cidade cosmopolita nunca vá entender, pois já nasceu assim. Mas a gente é mineirinha, parte integrante e orgulhosa de um povo-todo-junto, uma família-toda-junta, uma cidade cheia de gente com nome-e-sobrenome. A gente entende.

PS: A foto é a última olhada que dei pela janela, no já vazio e tão amado apê da Francisco Leitão... Morro de saudades!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

casa vazia


Prometo um post de ano novo, cheio de historinhas e reflexões. 
Agora não dá. A casa tá muito vazia, depois de vinte dias de visita de pessoas absurdamente especiais e amadas. 
Ficam sorrisos, cheiros, lagriminhas que não param de cair, e uma vontade louca da saudade "assentar" de novo...