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quarta-feira, 17 de março de 2010

Agora é lei

Adoro o senso eco-correto desta cidade. (especialmente depois de 3 meses no Rio de Janeiro!)


A prefeitura bateu na porta de casa e me deixou um lixinho.
Não basta mais reciclar, tem que "compostar".
Oba!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Hoje a Monika, minha vizinha, bateu na porta e me presenteou com sorrisos cor-de-rosa, gigantes e cheirosos.
Direto do jardim dela pra minha sala.


Vantagens de uma vida (quase) provinciana :-)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ferry Building


Talvez inspirada pela minha temporada na cidade gourmandise (e amando mais esse lado de Paris), resolvi continuar a nossa empreitada "San Francisco Bairros"

O Ferry Building não é bem um bairro, mas
 sim um prédio. Nem mesmo muito um prédio, e sim um mercado. Um mercado pra quem gosta de comida boa, orgânica, natural, "eco-social-correta". Pra quem procura produtos seletos, diferentes, raros, variados. 
Ele fica ali, no início da imponente Market Street, que corta downtown inteira com os maiores e mais modernos prédios de San Francisco. E a Market começa na Embarcadero, avenida na beira de todos os piers, praticamente abaixo da linda e gigantesca Bay Bridge. 
Sim, é lá que muita coisa acontece, como os fogos no reveillon (não, não é na Golden Gate). É de lá também que sai o Ferry, a barca que leva e traz muita gente, gente que mora do lado de lá da baía, em Marin County e trabalha em San Francisco, e gente que passeia, e gente que simplesmente transita de barco.
O prédio já foi muitas coisas, de um pomposo ferry building (literalmente) à um prédio de escritórios escondido atrás de uma freeway horrorosa, que passava em cima da Embarcadero (derrubada em 1991, por causa do terremoto de 1989). O prédio foi renovado e reinaugurado em 2003, e hoje abriga a feira dos "farmers" pelas manhãs, com barracas de lindas frutas, legumes, verduras, doces, tudo direto dos produtores. Lá também estão deliciosos restaurantes, com mesinhas externas de frente pra baía, algumas delicatessens e muitas lojas gourmets especializadas (claro que tudo super orgânico!).

É bem assim: 
Tem uma de chocolates finos. 
Uma só de cogumelos. Uma de pães (padaria é um negócio de luxo aqui nessa terra). Uma de queijos excepcionais. Uma salumeria. Uma boutique de cafés. O reino das ervas. O paraíso dos azeites. Açougue, peixaria, "oyesteria". O caviar café. O mercado fresh-orgânico-só-compro-de-pequenos-produtores. Vinhos lindos e finos, com happy hour degustação, onde as pessoas compram  o pão na padaria, o queijo na cowgril e sentam para experimentar vinhos.  Além de duas lojas incríveis de coisas para cozinha, a Sur La Table, que amo, e uma de antiguidades para culinária, uma loucura.


Vc entra á e fica louco, louco mesmo, querendo experimentar tudo, comprar a cada dia um produto diferente. Divino. Delicioso. Eba! 


PS: para ler sobre o Crissy Field, uma região bem legal de SF, clique aqui!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

F.O.G



Era um dia como outro qualquer. Eu andava pela parte azul do universo, literalmente jogada na grama, no sol, no vento. Do lado de lá estava o mundo fantasmagórico, o castelo da bruxa, o navio do pirata. 
O fog vem assim, desce feito líquido das montanhas, se aloja baixinho, denso. E fica. Às vezes sobe e cobre tudo, às vezes dissipa. Mas normalmente ele fica. 
E, por mais chato que seja acordar e encontrar o horizonte enubriado, é uma delícia dormir com o barulhinho surdo dos navios apitando, se comunicando no fog, lá longe.


PS: Por aqui, além de todos os fatores normais que determinam os valores imobiliários numa cidade, também conta a quantidade de fog no bairro, rua, redondeza. É mais caro no mundo azul...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

32 graus

Sim, fez 30 graus, por 3 dias seguidos e não ventou. Fui a praia domingo passado e saí de lá as 7 da noite, sem sentir frio, uma brisinha morna, coisa de louco mesmo. Precisa morar em San Francisco para entender o que significa isso, mas vou tentar explicar assim mesmo.

Aqui não existe verão. No verão tem fog (que é uma experiência única), vento gelado e alguma chuva. Dizem os amigos que outubro é o mês do verão daqui, mas eu só acredito vendo. Ano passado passei outubro em plena Bahia, e por lá era verão - mesmo sendo primavera. De qualquer jeito, ainda não é verão pra ninguém no hemisfério de cá, e logo nós, o povo mais sem verão desse país, fomos, bem lindos, todos à praia. 

Além de não ter verão, mesmo quando fica quente - porque também nunca fica frio frio Noruega - tem o vento. O vento não pára. E é gelado que só. E começa as 3 e meia. E segue ventando até o dia seguinte. Repito que domingo fiquei na praia até 7 da noite e não senti frio. 

Acho que se fizesse um clima assim sempre não caberia todo mundo na cidade. Tipo o Rio de Janeiro, se não tivesse violência.

PS: Ir a praia não signifca entrar no mar. Dói o pé, congela o sangue, é bem pior do que as cachoeiras mineiras no inverno. Eu entrei, 3 vezes, mas só porque sou muito teimosa mesmo. E pode ir pelado, de biquini americano, brasileiro ou de calça jeans, ninguém liga muito não. 

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mission

A idéia é da Gi. Mas eu gostei. E virou uma missão, conjunta. 
Uma série de posts, bairro a bairro, com nossos cantinhos prediletos de cada um...


Começo pelo Mission. O bairro latino, onde os outdoors são em espanhol. O bairro que abriga a Misíon San Francisco de Asís, igrejinha linda, de pedra, construída em 1776,  a construção mais antiga da cidade. San Francisco é uma cidade de prédios relativamente novos, pois foi quase toda destruída pelo terremoto de 1906. Mas a igreja sobreviveu. E seu pequeno cemitério fofo também.

No Mission tem também o Dolores Park, na rua da Igrejinha. Diz a lenda que lá em 1776, os mexicanos que carregaram as pedras da igreja morro acima, chamavam a construção de La Misíon Dolorosa, dando nome a rua (adoro lendas urbanas, cultura inútil, etc).  O Dolores Park, além de uma vista linda lá de cima, fica sempre cheio de gente animada, tem pouca criança gritando e muito cachorro. Tem um sorvete cotadíssimo na frente, com sabores incríveis e uma fila gigante. Fila tem também no famoso croissant alí ao lado, na 18 com a Guerrero. Confesso que nunca consegui comer nenhum dos dois, pois sempre me faltou paciência, mas já ouvi maravilhas.

A Valência Street é a minha favorita, com suas lojas, brechós e galerias alternativas, onde você até encontra quadros dos amigos.  No Mission fazem abaixo assinado pra não chegar a GAP, adoro! A 16th e a 24th também são incríveis. Pra comer bem basta querer. Além de centenas de taquerias (uma a cada esquina), tem excelentes restaurantes: paquistanês, espanhol, grego, francês, boliviano, cubano, japonês, pizza, vegan, veggie, etc. De caro a barato. E à noite (antes das 2, claro!)  bares, movimento, gente na rua, amo! 

A rua principal, a Mission Street possui milhares de lojas onde frutas e legumes são mais baratos, camarão custa o preço de carne moída no Brasil (e é fresco), açougues lembram os de Pinheiros, e quinquilharias com cara de 25 de março vivem entulhadas em espremidas prateleiras. Tem também uma lojinha muito cara que vende pão de queijo Forno de Minas, requeijão, bis e guaraná. Pra completar, nas pequenas ruelas paralelas há murais lindos, pintados nas paredes das casas, nas gastas cercas de madeira, nas portas e janelas. 

Essa coisa de escolher 5 pontos prediletos achei uma idéia, minha mesmo, muito boba. Ainda não sei se decidi certo, e passei quase uma hora torturando a minha cabecinha. 

Paxton Gate - lojinha de coisas estranhas e plantas lindas. Fósseis, caveiras, desenhos e livros, uma ótima seleção de coisas que dá vontade de ter em casa.


Vintage store - dois andares de móveis lindos, vintage, usados e reformados (ou não). Coisas incríveis, tudo caríssimo mas delicioso de olhar. 


Radio Habana Social Club - Difícil estar aberto, abre quando quer, pro que quer. Mini bar cubano, comida boa, muita legal, cheio de tralha, muito de verdade.


Ritual Coffee Roasters - Um café que realmente serve um bom café. Aqui nos EUA é quase impossível. No fundo do bar sacos e sacos de grãos cheirosos, que você pode aproveitar em uma desgustação de cafés em copinhos de vidro. Um monte de gente jogada no sofá, "lap-topando", por horas e horas.


Mini salinha de cinema independente - a maioria das coisas passa em vídeo, numa telinha mini, com cadeiras desconfortáveis. Mas compartilho bem essa vontade-louca-anti-indústria de sobrevivência.

Ufa! Agora só preciso controlar esse desejo de largar tudo, sair correndo e passar a tarde por lá!

domingo, 29 de março de 2009

Surroundings



San Francisco é assim. Saiu da cidade, andou 30 minutos e às vezes até sem querer, você chega no paraíso. São  lugares incríveis, parques estaduais deslumbrantes, vistas, vistas e mais vistas. Não sei bem como vou conseguir viver longe disto um dia. 
Já perdi as contas do número de vezes que simplesmente nos perdemos dirigindo e chegamos ao cume de uma montanha e lá estava o sol de pondo no mar, amarelo, laranja, rosa e azul. Aqui é assim, basta um dia lindo, basta o fog subir. Pronto. Diversão garantida. 
Você só precisa ignorar o vento, gelado, que chega sempre às 3, 3 e meia da tarde (impreterivelmente).
Este fim de semana chegou aos 25 graus, céu azul turquesa. Delícia.
Mont Diablo no sábado, café-da-manhã-picnic no domingo. :-)
E mongolian hot pot, mas esse é assunto pra outro post...